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22 de janeiro de 2019


Em seu primeiro discurso em um evento internacional, o presidente Jair Bolsonaro "falou o que a plateia de Davos queria ouvir", mas perdeu a oportunidade de mostrar a líderes, empresários e personalidades públicas do Fórum Econômico Mundial uma agenda concreta, na avaliação de analistas ouvidos pela BBC News Brasil.

Para cientistas políticos e especialistas em relações internacionais, a fala de Bolsonaro foi superficial e, em alguns momentos, se aproximou da retórica da campanha eleitoral.

 4 promessas que Bolsonaro fez ao mundo em Davos Bolsonaro vai a Davos: como o novo governo reposiciona o Brasil no xadrez internacional "A questão não foi só o que ele falou, mas o que não falou", diz Leandro Consentino, professor e especialista em relações internacionais do Insper.

Em um painel previsto para durar cerca de 30 minutos, o presidente discursou durante cerca de 8 minutos e respondeu a perguntas de Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, por outros 8 minutos. Há um ano, em janeiro de 2018, o então presidente Michel Temer falou no mesmo evento por cerca de 20 minutos.

Em 2014, a fala da então presidente Dilma Rousseff em Davos durou pouco mais de 35 minutos. Ambos deram um panorama dos indicadores macroeconômicos do Brasil, citaram a importância da responsabilidade fiscal - ou seja, de manter equilibradas as contas públicas - e prometeram medidas de desburocratização para aumentar a produtividade.

 A fala de Bolsonaro incluiu as reformas, sem citar a da Previdência ("gozamos de credibilidade para fazer as reformas de que precisamos e que o mundo espera de nós") e reforçou o caráter liberal da agenda econômica ("trabalharemos pela estabilidade macroeconômica, respeitando os contratos, privatizando e equilibrando as contas públicas").

fonte: MSN.COM